Entidade negra quer colocar o preto no arco-íris

Diretamente de Washington para a Agência T2, São Paulo

Nos últimos dias, a internet tem sido palco de um caloroso debate sobre os direitos dos negros e inclusão social após a entidade estadunidense BROWN (Black Rage Over White Nitwits) anunciar em sua página oficial no Facebook que entrará com petição para adicionar a cor o preta ao arco-íris. Os detalhes da petição não foram divulgados, mas o BROWN informou que, considerados os precedentes judiciais, a probabilidade do pedido ser aceito é alta, citando o exemplo de um grupo de negros que conseguiu autorização legal para mudar seus sobrenomes “White” alegando racismo.

A comunidade científica, em particular os profissionais da área de física, se revoltou com o anúncio. Daniel White, PhD, diretor científico do PhODA (Physics and Optics Department of Arizona), manifestou sua reprovação ao pedido de inclusão numa nota oficial divulgada à imprensa: “A proposta do BROWN é desastrosa porque vai de encontro a dois princípios elementares da física. Primeiro porque não se pode mudar as cores do arco-íris, um fenômeno ótico que ocorre quando a luz é refratada e se divide em um espectro. Segundo porque o preto sequer é uma cor; pelo contrário, é a ausência dela, enquanto o branco é a mistura de todas as cores.”

“A idéia é estapafúrdia. Se Einstein estivesse vivo, estaria considerando seriamente o suicídio”, disse Ricardo Steinberg, coordenador do Centro Astronômico Otacílio Silveira (CAOS), em entrevista ao T2. “Não só do ponto de vista físico, mas também da perspectiva social, é simplesmente ridículo. Nenhum branco pede, por exemplo, que a luz negra seja clareada, porque é algo que não pode ser feito, não importa quem se ofenda com isso.”

A notícia não irritou somente a camada intelectual da sociedade. A comunidade LGBTQIXYZ também foi desestabilizada pela proposta, impelindo um grupo de homossexuais a patentear o arco-íris. “Nosso departamento jurídico já entrou com pedido de proteção visual sobre a seqüência de 7 cores que forma nossa bandeira, o que significa, na prática, que qualquer pessoa que quiser usá-la será obrigada a nos pagar os devidos royalties. Pensamos também, num futuro breve, em transformar o arco-íris em marca comercial, o que forçaria as pessoas a adicionar “TM” após o termo quando o escrevessem. Faremos o que for possível para conservar nosso maior símbolo”, informou-nos Serguei Nuefácio, assessor de imprensa do Instituto Gay (INSTIGAY).

Renomados líderes negros e ativistas raciais de várias partes do mundo se revoltaram com a repercussão negativa do pedido do BROWN. No Brasil, Rui Corrêa, porta-voz do NEGRITUDE (Negros Independentes da Juventude), um auto-denominado “coletivo pós-modernista para a libertação e empoderamento da figura negra”, criticou duramente a posição da comunidade científica: “a própria noção de que o preto não é cor, como se ensina nos livros de física, demonstra explicitamente o racismo incutido na cabeça do homem branco-alfa-cis-hétero dominante, colonizador e imperialista.”

 

© 11/28 de Fevereiro (idéia original veio pouco antes do dia 6)/7 de Novembro de 2017, por Klaus die Weizerbüken. Cópia permitida mediante crédito ao autor e ligação ao blogue. Note que a notícia acima é fictícia e foi escrita com propósitos cômicos. Qualquer relação com a realidade, incluindo os nomes citados, é mera coincidência.

~ por Klaus die Weizerbüken em 01/02/2019.

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