Feministas denunciam sexismo em pesquisa sobre pênis

Diretamente de Montreal para a Agência T2, São Paulo.

Anger

Feminista fazendo o que melhor sabe: reclamar

Foi polêmica a repercussão da mais recente pesquisa internacional sobre o pênis humano. Cientistas da Universidade de Waterloo, Canadá, rodaram o globo em busca de dados que corroborassem suas suspeitas sobre o órgão sexual masculino. A equipe de 7 médicos pesquisadores de diferentes nacionalidades ficou incumbida de fazer medições precisas do falo e, posteriormente, entrevistar os voluntários acerca de seu desempenho sexual e dos cuidados pessoais com seu membro. Para Kyle Johnson, médico-chefe responsável pelo grupo, a pesquisa não é totalmente original, mas ajudará na compreensão do funcionamento de um dos órgãos menos estudados do corpo humano: “o pênis ainda é um tabu, e esperamos que nossa pesquisa possa aliviar a tensão que existe sobre esse assunto.”

Mas nem todos receberam a notícia pacificamente. Grupos feministas se revoltaram com o que chamaram de “uma absurda demonstração de sexismo acadêmico”. Rosalind Parker, presidenta da HATE, Highland Association for Techniques of Empowerment, se diz inconformada com o desrespeito da pesquisa. “Esse novo estudo não traz nenhum benefício às mulheres e só serve para perpetuar a histórica violência masculina advinda do pensamento popular machista disseminado pelo patriarcado sexista contra as vítimas do crescente chauvinismo do padrão de beleza eurocêntrico incutido nas culturas de massa pela máfia midiática sensacionalista e discriminadora que empodera a figura fálica repressiva, símbolo do autoritarismo do homem na sociedade moderna.”

Susan Pankhurst, gerenta do FUCK, Feminists United against Cocks and Kisses, argumenta que a pesquisa é opressora e excludente: “como sempre, a mulher foi deliberadamente excluída de um processo social que deveria englobar todos os representantes dos direitos civis enobrecedores da parcela batalhadora e sofrida da população. O movimento luta há séculos pela liberação feminina das amarradas sociais que aprisionam os ideais de expansão igualitária e oprimem as minorias desprotegidas. O sistema atual não passa de violento difusor de escusas para justificar a misoginia como opção válida aos cidadãos pré-condicionados e submissos a um código de comportamento que vilaniza a disparidade de gênero no que tange a ideologia de identidade sexual”. Emmeline Sacks, assistenta de Susan, foi mais direta: “é tudo culpa do patriarcado.”

A repercussão da pesquisa foi mundial. No Brasil,  dois grupos se manifestaram. Sara Summer, líder do FEMEN em solo tupiniquim, vociferou contra os cientistas: “somos todas inteligentas e não precisamos de machos alfa, cis, brancos, cristãos e de classe média para nos dizerem o que é um pênis”. Clarissa Mendes, representanta do ORGIA, Organização de Idiotas Assumidos, declarou, chocada: “acho um absurdo fazerem essa pesquisa sobre o pênis e deixarem as mulheres de fora. As mulheres também têm o direito de ter seus pênis analisados. Sem dúvida, foi uma grande discriminação do patriarcado preconceituoso.”

Devido à pressão de órgãos de defesa à mulher, o parlamento do Canadá sancionou uma nova lei que proíbe pesquisas exclusivamente masculinas no país. “Esse tipo de pesquisa é uma afronta à igualdade de gênero e põe em risco todas as conquistas da nossa luta por direitos iguais. Esperamos que os cientistas se conscientizem da importância de se feminilizar a academia e invistam, a partir de agora, em estudos mais comprometidos com as mulheres”, argumentou Laura Roberts, deputada proponenta da nova lei.

A aprovação do projeto de lei foi aplaudida pela comunidade internacional. “Foi uma vitória para a mulher e um passo à frente na longa caminhada pela justiça de gênero”, comentou, por telefone, Deidre Goodman, senadora do parlamento canadense defensora dos interesses feministas. “Nosso próximo projeto é a censura de notícias que passem uma imagem negativa da mulher. Reportagens que contenham crimes cometidos por mulheres contra homens serão proibidas. É uma decisão drástica, mas concluímos que é a única forma de conservar a figura feminina como vítima e a masculina como agressora”. O projeto é controverso, mas Goodman garante ser por um bom motivo: “as crianças precisam crescer numa sociedade mais justa e igualitária, e entendemos que a melhor forma de se atingir esse objetivo é restringir os direitos dos homens.”

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Fêmea da espécie Feministi sinicus em posição de ataque

© 8/11 de Janeiro de 2016, por Klaus die Weizerbüken. Cópia permitida mediante crédito ao autor e ligação ao blogue. Note que a notícia acima é fictícia e foi escrita com propósitos cômicos. Qualquer relação com a realidade, incluindo os nomes citados, é mera coincidência.

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~ por Klaus die Weizerbüken em 01/03/2016.

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