Irreligião e Desenvolvimento

A partir dos 15 anos, quando me dei conta de que era ateu, comecei a notar que as pessoas mais inteligentes que eu conhecia ou conhecera eram atéias ou, pelo menos, agnósticas. Ao longo dos anos, minha suspeita de uma possível ligação entre as duas coisas começou a se intensificar e fui coletando provas de que inteligência e ateísmo estavam diretamente ligados (esse assunto por si só dá material pra muitos textos !). Uma coisa acabou me levando a outra: inteligência, alfabetização, letramento, escolaridade, nível socioeconômico, desenvolvimento social… Hoje, tenho orgulho em apresentar um projeto em que pensei há anos, mas que só agora resolvi pôr em prática. É algo bem simples, na verdade, que talvez até já tenha sido feito, mas que faço questão de realizar por conta própria só para confirmar minhas suspeitas e ratificar meu ateísmo. Passei praticamente o dia inteiro escrevendo isto e observando tabelas com o objetivo de provar estatisticamente que o nível de irreligiosidade de um país é diretamente proporcional ao índice de desenvolvimento dele (e não o contrário). Quanto mais avançado é o país, menor é o papel que a religião desempenha nele. Simplificando: religião = atraso. Provarei isso de duas formas: analisando resultados de comparações dos países mais desenvolvidos com os menos religiosos e de comparações dos países menos desenvolvidos com os mais religiosos. Obviamente, nada aqui se trata de “achismo”. Tudo é fundamentado em pesquisas sérias de fontes renomadas. A lista de porcentagem de irreligião por país é da Gallup e a lista de Índice de Desenvolvimento Humano é da Organização das Nações Unidas (fonte: en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_Human_Development_Index).

Antes de partirmos para as análises, todavia, algumas observações fazem-se necessárias. São elas:

– “Espertinhos” de plantão, nem me venham falar que há erros nas medições do IDH porque eu já sei disso. Contudo, não são erros tão graves a ponto de comprometer a veracidade da pesquisa. Se você parar para pensar, concluirá que os únicos IDHs não condizentes com o país são os dos membros da OPEP (nações riquíssimas que têm a riqueza concentrada nas mãos dos pouquíssimos “sheiks” do petróleo, suscitando a desigualdade) e o dos EUA, o país mais rico do mundo, mas que não passa de um Brasil polido, com índices preocupantes de educação, segurança pública, saúde, desemprego e corrupção. De resto, todo IDH é justo e faz jus ao país a que se refere.

– Antes de mostrar o quadro de irreligiosidade, é preciso defini-la. Os irreligiosos são quaisquer cidadãos que declaram abertamente não seguir qualquer religião existente; eles podem ou não acreditar em um ou mais deuses, mas geralmente não o fazem. Dentro desse grupo, estão inclusos ateus, agnósticos, livres-pensadores, humanistas, secularistas, antirreligiosos, antiteístas, apateístas, céticos e descrentes.

– Os quadros e as pesquisas em si não foram feitos por mim. Eu apenas os organizei da forma como aqui se apresentam, ressaltei com diferentes cores o que achei importante e adicionei à tabela de irreligião as informações de IDH (colocação mundial e índice), de forma a facilitar o acesso aos números quando da comparação que me propus a fazer (em vez de fazer você, leitor, ter de olhar duas tabelas ao mesmo tempo). Além disso, ofereci a constatação dos dados ao final de cada análise, o que não se trata de minha interpretação ou opinião, mas da exposição dos fatos advindos das observações das pesquisas.

– Não concordo com duas classificações da ONU com relação ao IDH: a “desenvolvimento humano alto” e a falta da “desenvolvimento humano muito baixo”. Há “muito alto”, mas não “muito baixo”. Dá pra entender ? Não acho nem um pouco justo. E quanto ao “desenvolvimento alto”, deveria ser a categoria dos países que atualmente são considerados “muito altos”. Todos os da categoria “desenvolvimento alto” deveriam ser rebaixados à “desenvolvimento médio”. Por quê ? Porque, por conta dessa classificação irreal, países como Tunísia, Argélia, Seri-Lanca, Colômbia, Equador, Turquia, Jamaica, Venezuela, Líbano, Líbia, Albânia e o próprio Brasil são, teoricamente, países altamente desenvolvidos, e nós sabemos que isso não é verdade nem de longe.

– Hong Kong, na verdade, não passa de uma região administrativa da China. Como ela tem certa autonomia (principalmente jurídica), entretanto, é considerada como um país à parte nas listas mundiais. Como quem diz isso é a própria ONU, posso apenas aceitar, mesmo não concordando muito. O mesmo acontece com Cosovo, uma região da Sérvia que se declarou independente, mas não foi reconhecida.

– Quanto a alguns países na lista de irreligiosidade, é preciso esclarecer algo: todos os que foram, algum dia, parte de um Estado (pseudo-)socialista não são em sua maioria irreligiosos por vontade própria. São irreligiosos porque religião era proibida (até mais que isso, era coibida) sob esse tipo de governo (uma das grandes sacadas da ideologia comunista), uma vez que os pensadores, assim como os governantes, sabiam que religião envolve idolatria, e toda idolatria leva à insensatez, causada pela perda de imparcialidade. Uma ótima constatação dos efeitos dessa ideologia é a região oriental da Alemanha, que é quase 100% atéia até os dias atuais devido à ocupação soviética em 1949. Por isso, não é coincidência o fato de 6 países da ex-União Soviética, dos 15 originais, estarem na lista (Rússia, Bielorrússia, Lituânia, Letônia, Estônia e Azerbaijão). Eslovênia, República Tcheca, Bulgária, Hungria, Albânia, Mongólia, China e Cuba não eram da URSS, mas tinham praticamente o mesmo sistema de governo de uma forma ou de outra, então também não são altamente irreligiosos por livre arbítrio. Como prova disso, você poderá confirmar que esses países, apesar do alto índice de irreligião, não são muito desenvolvidos como os outros irreligiosos da lista (alguns estão até na categoria “desenvolvimento médio”).

– Sobre a China e a Mongólia, além da questão política explicitada acima, é preciso relevar a questão da doutrina filosófico-religiosa predominante nesses países: o Budismo. Como o Budismo não prega a existência de um deus (tendo Siddhartha Gautama realmente existido e sido considerado um líder, não uma deidade) e é visto por muitos como apenas uma doutrina filosófica de cunho religioso, é claro que a maioria das pessoas desses países se declara “sem religião”. Não é à toa que a China é o terceiro país com maior número de irreligiosos em porcentagem e o primeiro em números absolutos (mais de 1 bilhão e 100 milhões de pessoas).

– Atualizações: a Birmânia, também conhecida como Burma, em inglês, mudou de nome recentemente e agora se chama Mianmar. O Congo passou a se denominar República do Congo para se diferenciar da República Democrática do Congo, que antes era o Zaire (não adiantou muito porque continua confuso !). O Sudão do Sul não existia na época da pesquisa de irreligiosidade (declarou independência no mesmo ano dela, mas não a tempo de ser inclusa).

– Não há dados para a Coréia do Norte por ser o país mais fechado de todos, mas, segundo estimativas de outra fonte, a taxa de irreligiosidade é por volta dos 15% (o que acho um tanto contraditório pelo sistema de governo que ainda vigora lá).

Tendo comentado essas questões, posso partir para as conclusões estatísticas advindas das análises observatórias:

Países com 50% ou mais de irreligião (fonte: Gallup, 2011; http://en.wikipedia.org/wiki/Irreligion_by_country) – Total: 38

38 países menos religiosos

Entre os 38 países da lista de 50% ou mais de irreligião, estão 9 dos 10 mais desenvolvidos. Vale mencionar que os EUA, o único dos 10 primeiros em IDH que não se encontra na lista, têm uma porcentagem razoavelmente baixa de irreligiosos — 36% —, mas, em números absolutos da população, isso significa mais de 114 milhões de cidadãos.

Pela lógica, temos, então, que, dos 10 países mais desenvolvidos do planeta, 9 têm maioria irreligiosa, incluindo a vencedora Noruega, que já ostentou a medalha 10 vezes, 6 das quais seguidas (e a atual campeã há 4 translações terrestres completas).

Aumentando o espectro um pouco mais, temos que, dos 20 países com índice mais alto, 19 estão na lista de irreligião. Na verdade, do 4º ao 23º país na lista de IDH, todos têm maioria irreligiosa (21º – Finlândia e Eslovênia, empatados, e 23º – Espanha). Os EUA são o único país que “estraga” essa seqüência devastadora. Se não fosse por ele, os 22 primeiros países em IDH seriam todos irreligiosos.

[Vá acompanhando na tabela: em azul, os 9 que fazem parte dos primeiros em IDH; em fúcsia, do 11º ao 23º.]

Mas vamos além: se desconsiderarmos os já citados países em que a irreligião não é exatamente facultativa, temos então que, dos 24 países considerados, todos seriam classificados como “desenvolvidos” ou “muito desenvolvidos”.

Agora vamos partir da lista de irreligião e compará-la à de IDH: dos 20 primeiros listados, ou seja, dos 20 mais irreligiosos, 7 estão entre os 10 maiores IDHs e 12 estão entre os 20 maiores. Dos 8 restantes entre esses 20, estão inclusos 5 “falsos descrentes” (China, Cuba, Estônia, Hungria e República Tcheca). Dos 3 que sobram, o Uruguai, pra mim, é a grande surpresa. Refletindo rapidamente, não consigo pensar em um motivo que explique a alta taxa de irreligião (duvido que seja meramente por influência do novo presidente, José Mujica, um dos únicos, senão o único, presidentes assumidamente ateus). Pelo contrário, achava que fosse um país bem religioso, como todos da América Latrina. Também não posso me esquecer de comentar a respeito do Reino Unido (que também não é um país, mas é considerado como tal para pesquisas) e de Luxemburgo, possuidores de surpreendentes 76% e 64% de irreligiosidade, respectivamente, e donos do 26º lugar no ranking global (empatados com 0,875).

Por fim, constatamos que, dos 38 países com maioria irreligiosa, quase todos estão na categoria “Desenvolvimento Humano Muito Alto”. As exceções são 9: China, Cuba, Mongólia, Bielorrússia, Albânia, Azerbaijão, Bulgária, Rússia e Uruguai. Que coincidência, não ?! Justamente os “ex-camaradas” e o Uruguai, a grande surpresa da parada !

Pra mim, isso tudo não aparenta ser mera coincidência, mas, estatisticamente falando, ainda não é válido. Provei que A x B = C, mas e B x A ? Dá C também ? Vou analisar, portanto, o outro lado da história para ver se os resultados batem ou se isso não passa de acaso:

Países com 10% ou menos de irreligião (fonte: Gallup, 2011; http://en.wikipedia.org/wiki/Irreligion_by_country) – Total: 63

63 países mais religiosos

Reuni todos os países com taxa de irreligiosidade de 10% ou menos, ou seja, com a maioria religiosa. Antes de começar a fazer a análise, também temos que excluir (desconsiderar seria o termo mais adequado) alguns países: Barém, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Quaite e Irã, à primeira vista, podem até parecer países bons para se viver, com padrão de vida médio ou alto, afinal, todos estão entre os 76 melhores, bem à frente, inclusive, de nosso país. Entretanto, a realidade se mostra outra: nesses países membros da OPEP (com exceção do Barém), ou seja, exportadores de petróleo, toda a riqueza (que não é pouca) se concentra nas mãos dos rarefeitos abonados donos das estações de exploração. Assim, a população, de fato, é pobre e desapercebida de recursos e de qualidade de vida. Logo, o que devemos considerar é a verdadeira identidade desses países, não o número fictício do IDH.

Explicada essa intempérie factual, podemos partir para as conclusões. A primeira já é bombástica: dos 63 países listados, apenas 14 estão abaixo do 100º lugar. Se desconsiderarmos os países de colocações fictícias mencionados acima, então, na verdade, são só 8 que realmente têm uma colocação melhor que 100. Isso significa que, dos 63 mais religiosos, 49 estão entre os piores países (ou 55, segundo a desconsideração). Mas isso não é nada, o pior vem agora: dos 15 países mais religiosos (com apenas 1 ou 2% de irreligião), 8 estão entre os 20 mais subdesenvolvidos na lista de IDH (incluindo o Níger, atualmente o último da lista — pois é, a campeã Serra Leoa finalmente perdeu seu posto).

[Vá acompanhando: em negrito, nosso país e 6 da OPEP; em vermelho, 23 dos 30 piores países; os outros 7 também são bastante religiosos, mas a taxa de irreligião é um pouco maior que 10%, por isso não constam aqui. Clique no linque para ver a lista completa.]

Agora vamos “radicalizar”; vamos focar os países que são considerados religiosamente radicais (traduzindo: aqueles em que se pode matar em nome de uma deidade — porque matar em nome de um deus é um “favor” à sociedade, claro): Irã, Territórios Palestinos, Jordânia, Paquistão, Afeganistão, Arábia Saudita, EAU, Marrocos, Sudão, Tunísia, Egito e Chade. Todos os 12 são islâmicos (vamos fingir que estamos surpresos), alguns dos quais atingindo o incrível patamar de 99% de população muçulmana. Deles, nada mais que 8 estão na posição 100 ou mais, dentre os quais 3 estão entre os 20 piores. Dos 4 que sobram dos 12, 3 são da OPEP, então nem repetirei a mesma ladainha. O único que se “salva” aqui é a Tunísia, que não é da OPEP, mas, mesmo assim, também exporta bens naturais elementares; por isso, seu IDH não é nada bom, estando na 94º posição.

Continuando a análise, chegamos à terra maravilhosa, o paraíso na Terra: o Brasil não tem nem 10% de irreligião (9,7%, pra ser exato), menos ainda de ateus. 85º na lista de IDH, nosso país consegue a proeza de ser pior que Omã, Macedônia, Peru, Dominica, Irã, Venezuela, Albânia (o país mais pobre da Europa durante anos, atualmente o 4º mais pobre), Cazaquistão (Borat deve ter ficado contente), Trinidad e Tobago (vou repetir: Trinidad e Tobago !), Antígua e Barbuda, Malásia, Líbia, Costa Rica, México, Panamá, Cuba (essa é para todos que caçoam do país de Fidel; deixaram-nos no chinelo com um nada mau 59º lugar), Arábia Saudita, Palau e Seicheles. Senhoras e senhores, por favor, uma salva de palmas para o Brasil ! Conseguir perder em tudo (desenvolvimento, educação, saúde, segurança pública, justiça, equidade social…) realmente é louvável e digno de aplauso. Ah, mas espere… Nós ganhamos no futebol, então está tudo bem, não é mesmo ?

Para começarmos a encerrar, que tal variarmos um pouco as listas e as fontes ? O IDH não é o único medidor de desenvolvimento de um país. Existem vários outros, sendo o Gini o mais famoso e um dos poucos oficialmente reconhecidos pela ONU. Mas não é do Gini que quero falar, é do IEF, do qual você nunca deve ter ouvido falar (nem eu até fazer minhas extensas pesquisas para redigir estas palavras que você lê agora). IEF é Índice de Estados Falhados (fonte: en.wikipedia.org/wiki/Failed_States_Index). Pelo nome, já dá pra deduzir que ele não mede nada bom. Basicamente, ele avalia os países menos alfabetizados e letrados, mais economicamente subdesenvolvidos, mais violentos, mais corruptos, mais socialmente instáveis e mais ineficazmente controlados por governos inúteis. Simplificando, ele tenta coroar o país que mais se aproxima do inferno na Terra, aqueles em que você corre risco de morte só de pisar em seu solo. Na lista mais atual, divulgada em 2013, há 20 países. Desses, adivinhe quantos são religiosos ou religiosíssimos ? Sério, adivinhe ! Não quer adivinhar ? Tudo bem, aí vai a resposta: TODOS.

Vamos dar mais uma variada: analisemos o Índice Global da Paz e o Índice Global de Terrorismo, ambos em suas versões mais recentes, de 2013 (en.wikipedia.org/wiki/Global_Peace_Index e en.wikipedia.org/wiki/Global_Terrorism_Index).

Dos 32 primeiros países no IGP, ou seja, dos 32 países mais pacíficos, 27 estão entre os mais desenvolvidos, na categoria “Desenvolvimento Humano Muito Alto”, com IDH mínimo de 0,805 (Croácia) e máximo de 0,955 (Noruega). As exceções são Maurícia — uma ilha paradisíaca no meio do oceano Índico —, Romênia, Botsuana, Malásia e Butão. Não surpreendentemente, desses 32 países pacíficos, 21 têm maioria irreligiosa, com pelo menos 51% de irreligiosidade. Na verdade, dos 32 países, 2 têm de ser desconsiderados para essa análise, já que Butão e Maurícia não constam na lista da Gallup, de forma que são 21 irreligiosos dentre 30 considerados. As 9 exceções são: Taiwan, com 45% de irreligiosidade, Portugal, com 33%, Croácia, com 29%, Chile, com 27%, Polônia, com 24%, Romênia, com 17%, Botsuana, com 16%, Malásia, com 10% e Catar, com 4%. Note que mesmo os que não têm maioria irreligiosa estão bem à frente do Brasil, que se encontra perto da Malásia, também com apenas 10% de irreligião. Com essa análise, portanto, podemos perceber que a maioria dos países considerados pacíficos não prioriza a religião.

Sobre a primeira colocação, não há nem o que dizer: um país em que a polícia só matou um cidadão em toda sua milenar história (e somente em 2013) realmente merece o título de país mais pacífico*. “A Islândia só tem 322 mil habitantes !”, alguém dirá. Tudo bem, compare-a com qualquer cidade brasileira de 300 mil habitantes. Melhor: compare com qualquer uma de 10 ou 20 mil. Vamos ver quem ganha !

*http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2013/12/02/policia-da-islandia-mata-um-homem-pela-primeira-vez-em-sua-historia.htm

Considerando os últimos 33, ou seja, os menos pacíficos, temos apenas 1 considerado “muito desenvolvido” em termos de IDH (Israel), 8 considerados “desenvolvidos”, com IDHs muito próximos ao do Brasil (o que nos leva a concluir que eles nada têm de desenvolvido, realmente), 5 considerados “desenvolvimento médio” e 16 “desenvolvimento baixo”. Somados, eles dão 30 porque Coréia do Norte, Sudão do Sul e Somália não constam na lista de IDH mais recente. Comparando os dados com a lista de irreligiosidade da Gallup, que não inclui os 3 mencionados mais a Guiné-Bissau, concluímos que, desses 29 países menos pacíficos, 27 têm maioria religiosa. Apenas Rússia e Israel ultrapassam os 50% de irreligião. Desses 27 religiosos, 25 têm 15% ou menos e 11 têm 5% ou menos de irreligiosidade. Vale mencionar que, desses países menos pacíficos, 6 estão entre os 15 menos desenvolvidos na lista de IDH.

Agora partamos para o assustador IGT. Considerando novamente 32 países (poderiam ser 35, 44 ou 50, só escolhi 32 para manter um padrão), temos que 3 são “muito desenvolvidos”, 8 são “desenvolvidos”, 9 têm “desenvolvimento médio” e 11 têm “desenvolvimento baixo”. A soma dá 31 porque a Somália não consta na medição de IDH mais recente. Também considerando esses 31, por conta da falta do mesmo país, notamos que apenas 5 nações têm maioria irreligiosa. Belarus (ou Bielorússia) é o único que está bem no meio, com 50%. O resto, 25 países, têm 15% ou menos de irreligiosidade, dos quais 14 têm apenas 5% ou menos. A única conclusão a que podemos chegar, portanto, é a de que a maior parte dos países com alto índice de terrorismo é religiosa.

Para finalizar de vez, a média de IDH dos 38 países com maioria irreligiosa: aproximadamente 0,861 (muito alto). Dos 38 com maioria religiosa: aprox. 0,514 (baixo — como esclarecido, não existe a categoria “muito baixo”).

C.Q.D.

Após ter chegado às conclusões a que cheguei e ter exposto os argumentos para chegar às tais, desafio qualquer um a provar que estou errado em minha asserção (ou seja, a provar que irreligião e desenvolvimento não têm nada a ver).

 

© 6/7/8 de Novembro de 2013, com adições em 2 de Março de 2014, por Klaus die Weizerbüken. Cópia permitida mediante crédito e ligação ao blogue.

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~ por Klaus die Weizerbüken em 09/11/2013.

23 Respostas to “Irreligião e Desenvolvimento”

  1. Meus parabéns pela dedicação, o texto ficou ótimo. Deixo aqui minha incerteza: irreligião trás desenvolvimento ou desenvolvimento leva a irreligião?

    • Justamente. Minha pesquisa tenta provar estatisticamente (e acho que consegue) que irreligião e desenvolvimento estão interligados, mas não dá pistas sobre a ordem dos eventos. Qual leva a qual ? É algo a se pensar… Creio que só uma pesquisa mais profunda, mais detalhada pode nos fornecer a resposta…

  2. Existe uma coisa na estatística chamada “correlação espúria”. É tipo tentar fazer uma correlação entre “pessoas com unha do pé encravada” e “casos de morte por ataque cardíaco”. Não estou dizendo que o seu caso é tão ridículo quanto o meu exemplo, mas o que quero dizer é que “correlação” não implica em “causa”.

    Analisar o desenvolvimento de um país é algo muito mais complexo do que apenas olhar para a religião. O desenvolvimento vem de fatores políticos, históricos, administrativos, econômicos, culturais, e em alguns casos até de fatores aleatórios (“sorte”, vamos dizer assim). Alguns desses fatores são independentes da religião. Por exemplo, considerar Suécia e Noruega como países irreligiosos e associar esse estado atual ao seu desenvolvimento é ignorar completamente a história desses países, que são desenvolvidos não pelo seu estado religioso atual, mas por causa de todos os tipos de fatores que eu citei, aliás esses países foram praticamente construídos moldados nas bases da ética e tradicionalismo cristãos, e permaneceram assim por boa parte da sua história.

    Abraços

    • Olá. Você deve ter percebido que em nenhum momento eu disse que religião é O MOTIVO para os países subdesenvolvidos serem como são, tampouco elegi o ateísmo como salvação do mundo (simplesmente porque não há mais salvação). Apenas apontei e tentei provar estatisticamente que existe uma ligação inegável entre religião e subdesenvolvimento (ou irreligião e desenvolvimento). Concordo plenamente com você quando disse que o desenvolvimento de um país depende de inúmeros fatores, mas, infelizmente, a religião é um deles. Isso se deve a dois motivos principais: religião é algo tido como extremamente importante em quase todos os países e ela sempre se mete onde não é chamada, inclusive em questões políticas. Religião e política não combinam. Quando alguma igreja começa a dar palpites e a influenciar o governo de uma nação, coisa boa não sairá dali (vide nações com sistema de governo assumidamente religioso, e.g.: Irã). Com relação aos países que você mencionou, Noruega e Suécia, devo lembrá-lo de que pertencem à região mais desenvolvida do planeta, a Escandinávia. A origem de todos os povos atualmente residentes lá são os vikings. Como você deve se lembrar das aulas de História, os vikings eram um povo pagão. Assim, toda aquela região se desenvolveu de forma muito diferente do resto da Europa, que viveu (e ainda vive) anos de trevas sob influência do monoteísmo cristão. Já ouviu falar em atrocidades religiosas cometidas durante o período medieval na Escandinávia ? Eu não… Só ouvi falar das que aconteceram em áreas próximas ao Mediterrâneo, onde as religiões cristãs sempre dominaram desde a expansão tardia do Império Romano. Voltando à questão estatística em si, não vejo como o fator religião não seja um dos que influem na formação de um país, razão pela qual continuo mantendo minha opinião de que religião desempenha, sim, um papel relevantíssimo na constituição da história e do desenvolvimento dele. Ou você acha que é uma estranha e fantástica coincidência todos os países subdesenvolvidos serem extremamente religiosos, enquanto todos os desenvolvidos não ligam muito pra isso ? Se essa “enorme coincidência” for considerada apenas uma correlação espúria, então devemos abandonar a Estatística imediatamente, porque ela não serve pra nada…

  3. Sr. “Klaus”,

    Cheguei ao seu texto por convite seu e por isso não deve parecer grosseria que eu lhe dispense aqui dois conselhos sinceros. Não peço que publique meu comentário.

    Os quinze anos são, de fato, uma faixa etária propícia ao ateísmo. Afinal, o ateísmo é uma opção fácil, rasa, filosoficamente falando, e a adolescência é uma época em que se apela a opções fáceis e rasas. Mas, assim como não se é para sempre adolescente, não se deve para sempre contentar-se com as opções fáceis. Meu primeiro conselho é: reconsidere a associação entre inteligência e ateísmo que se “intensificou” em sua mente. Faça-o conhecendo as obras e o pensamento de Platão, Aristóteles, Agostinho, Tertuliano, Tomás de Aquino, Calvino, Isaac Newton, Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Kepler, Pascal, Leibniz, William James, Edmund Husserl, Soren Kierkegaard, Thomas Reid, Dostoievski, Maine de Biran, Francis Herbert Bradley, Paul Ricoeur, Max Weber, René Girard, Georges Bernanos, Michael Dummett, Alvin Plantinga, Peter Thomas Geach, Josef Pieper, Malcolm Muggeridge, James F. Ross, Frederick Copleston, Julián Marías, Xavier Zubiri, Richard A. Muller, Francis Turrentin, Wilhelmus à Brakel, Karl Löwith, Donald Knuth, John Lennox, John Polkinghorne, Michio Kaku, Kurt Gödel, Richard Swinburne, William Alston, Wolfhart Pannenberg, Joseph Ratzinger, Hans Urs von Balthasar, Karl Barth, Cardeal Newman, Henri de Lubac, Henri Nouwen, Simon Conway Morris, Louise Cowan, Robert P. George, Mário Ferreira dos Santos, Jackson Marks II, Michael W. McConnell, Martin A. Nowak, Stanley J. Laki, Francis Collins, Marilynne Robinson, Henry F. Schaefer, James M. Tour, Ronald L. Numbers, Ben Carson, John Suppe, Ernesto Buonaiuti, David Bentley Hart, etc., etc., etc.

    E, sobre a correlação entre religião e subdesenvolvimento, ou irreligião e desenvolvimento, ela é tão antiga quanto falsa. É a manifestação por excelência da falácia “post hoc ergo propter hoc”. Antes de submergir nela, estude a relação entre religião e desenvolvimento (político, social, econômico, científico, artístico, moral e cultural) nas obras de Charles Taylor, Eric Voegelin, Nicholas Wolterstorff, Berdiaeff, Robert Audi, Richard Mouw, Charles Malik, John Milbank, Alasdair MacIntyre, Roger Scruton, John Gray, Michael Novak, Abraham Kuyper, Herman Dooyeweerd, Harold J. Berman, Paolo Prodi, Clyde Wilcox, Ted Jelen, Jacob Taubes, Mary Ann Glendon, Avery Dulles, John Howard Yoder, Michael Hout, Newt Gingrich, Stanley Hauerwas e James K. A. Smith, para começar.

    Como disse, eu queria lhe dispensar conselhos, e não respostas. É impossível responder a um texto que é falacioso do começo ao fim. E, como disse, não peço que publique meu comentário. Mas, se você vier a rejeitar as falácias, as correlações espúrias, implique isso num abandono da irreligião ou não, terá dado uma grande ajuda para o desenvolvimento e a inteligência, senão do Brasil (já que seu texto fala de países), pelo menos de você mesmo.

    Respeitosamente,

    • Olá, André. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer seu comentário, que, até o momento, foi o segundo dos dois únicos que fizeram (divulguei esta pesquisa em vários sites). Infelizmente, sua resposta não é bem o que eu esperava porque, na verdade, mal é uma resposta. É mais um comentário geral mesmo. Em vez de apontar um erro na pesquisa e me provar o contrário, ou seja, que religião e subdesenvolvimento não têm nada a ver, você preferiu o tipo mais fácil de refutação, que é desmoralizar o artigo todo. Sinceramente, chamar meu texto de “falacioso do começo ao fim” é um claro sinal de que, no mínimo, leu tudo e não conseguiu encontrar argumentos contrários, e, no máximo, sequer leu tudo. Quanto a isso, até tudo bem. Nem espero que alguém leia tudo e, mesmo que leia, não espero que consigam encontrar algum ponto inconsistente para demonstrar que estou enganado. Quanto a ter escolhido uma opção “fácil”, devo dizer que foi justamente o contrário. Escolher o ateísmo, ainda mais num país de religiosos, é algo bem difícil. Ver a vida da forma mais realista possível, como ela realmente é (ainda que não 100%), não é para qualquer um. É preciso ter estômago pra isso. Fácil é continuar acreditando em Deus sem nunca se perguntar qual o sentido disso. Fácil é continuar indo à Igreja sabendo muito bem como ela é uma instituição pervertida, desonesta, embaidora e historicamente manipuladora. Fácil é não ter de pensar (com o cérebro, de fato) sobre as questões mais elementares que o ser humano faz a si, como “quem somos?”, “de onde viemos?” e “para onde vamos?”. Melhor ainda: fácil é pensar nessas questões e já ter uma resposta na manga: Deus. Isso, sim, é extremamente fácil de se fazer. Quanto à questão de inteligência, isso foi o que pensei na época. Hoje, se conversássemos pessoalmente, por exemplo, não diria esse tipo de coisa. Sei muito bem que, se procurarmos ao longo da história, encontraremos gênios dos dois lados: ateus e teístas. Mas continuo achando que são tipos de inteligência bem diferentes, que é exatamente o tema de uma outra pesquisa que divulgarei aqui em breve. A respeito da lista de grandes pensadores que você passou, tenho apenas duas considerações a fazer: primeiro, a maioria dessas pessoas são totalmente desconhecidas do público geral e até mesmo de quem se considera culto. São os “famosos quem”, com exceção de Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino, Calvino, Isaac Newton, Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Kepler, Pascal, Leibniz, Soren Kierkegaard, Dostoievski e Max Weber. Perceba que a maioria só é conhecida sua porque você entrou em contato com eles de alguma forma por estudar Filosofia e gostar de Teologia. O mais engraçado foi você citar até um papa entre eles (ele é um pouco suspeito, não ? Aliás, de uma forma ou de outra, quase todos em sua lista são suspeitos. Além disso, dar um papa como exemplo de inteligência não foi muito brilhante de sua parte. Certamente não convence um ateu). Segundo, posso retribuir a lista somente com grandes gênios da humanidade que foram ateus ou agnósticos, cada um nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Aí vão alguns: Michel Foucault, Jean-Paul Sartre, Sigmund Freud, Jacques Lacan, Noam Chomsky,Richard Dawkins, Richard Feynman, Isaac Asimov, Albert Einstein, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer, Stephen Hawking, Leonardo da Vinci, Charles Darwin, Immanuel Kant, Marie Curie, Lev Vygostky, Jean Piaget, Jorge Amado, Mikhail Bakunin, John Nash, Simone de Beauvoir, Johannes Brahms, André Breton, Luis Buñuel, João Cabral de Melo Neto, Arthur Clarke, Bruce Lee, Oscar Niemeyer, George Orwell, Linus Pauling, Ivan Pavlov, Nikolai Rimsky-Korsakov, Bertrand Russell, José Saramago, Bernard Shaw, Percy Shelley, Dmitri Shostakovich, Alan Turing, James Watson e por aí vai… Logo, não faz sentido ficar citando gente de um lado ou de outro, apesar de que aposto que qualquer ignorante conhece os nomes que citei, diferentemente dos seus. Quanto à acusação de ser uma falácia post hoc ergo propter hoc, discordo por dois motivos: primeiro, você deve, muito provavelmente, estar pensando na ordem “o país é religioso, logo, o país é subdesenvolvido”, que talvez até tenha ofendido você de alguma forma. Na verdade, creio que seja “o país é subdesenvolvido, logo, o país é religioso”. Os países que hoje são extremamente desenvolvidos não são desenvolvidos porque foram historicamente ateus (o que é verdade em alguns casos), mas sim são ateus pelo fato de serem desenvolvidos. Sociedades altamente evoluídas não sentem necessidade de crenças infundadas. Em segundo lugar, não concordo porque não considero só religião como o fator para o (sub)desenvolvimento. Acontece que essa é uma pesquisa que foca esse tema, então não há espaço para outros, mas concordo plenamente com você que o desenvolvimento de um país envolve questões históricas, culturais, sociais, políticas, enfim… Você é bem jovem, ainda tem tempo para pensar nessas questões da vida. Nunca o desmoralizaria por sua idade, mas também me vejo no direito de aconselhá-lo, ainda mais por ser mais velho e ter um pouquinho mais de experiência, mesmo que não seja muita: pense, meu rapaz. Raciocine e veja quão furada é a visão religiosa do mundo. Talvez ainda haja tempo para você perceber que está sendo manipulado, que não há salvação divina, que não há volta do Messias, que não há vida após a morte, que não há milagres etc. Pense.

  4. “Klaus”, que o meu comentário não foi uma resposta, eu mesmo o disse. E eu li o texto inteiro, sim. Mas não “capricho” no comentário porque não quero participar do livro “Deus, a maior mentira da história” (é esse o título, né?) Antes, aconselho-o (como fiz) a repensar tal projeto, conhecendo autores refinados que já trataram há décadas, séculos ou milênios daquilo que você trata hoje com certa ingenuidade. Foi por isso que citei os autores, e não para inflamar essa brincadeira inútil de indicar qual dos “lados” do debate (o ateísmo ou o teísmo) tem mais gênios a seu favor – brincadeira esta que você, numa demonstração de maturidade, abandonou. Sobre o ateísmo ser uma opção fácil, atente para o “filosoficamente falando”. Negar que haja um Deus é uma opção muito rasa, sim, em termos de racionalidade. Não me referi à “situação dos ateus num país religioso”, etc., porque isso desencadearia outro jogo pueril: do outro “lado”, poder-se-ia falar das dificuldades de assumir a fé numa academia inundada de preconceitos, etc. De todo modo, devo fazer notar que o “desconhecimento” público de autores que eu citei não é inesperado, nem mesmo indesejável. Os mais profundos eruditos costumam ser desconhecidos do grande público mesmo. Apenas quis ser rigoroso. Na sua lista de “gênios ateus”, por exemplo, há não-ateus e há não-gênios. Mas aqueles que você chama de “famosos quem” não devem ser desconhecidos por quem se propõe a fazer pesquisas como às que você tem se proposto (e, de fato, não são desconhecidos pelos verdadeiros eruditos). James, Husserl, Reid, Biran, Bradley, Girard, Bernanos, Dummett, Plantinga, Zubiri, Knuth, Gödel, Newman, Taylor, Voegelin, Berdiaeff, MacIntyre e Scruton, para encurtar a lista, cada um em sua área, são autores tão essenciais quanto os que você já conhecia, e absolutamente necessários para quem quer opinar sobre as relações da religião com a inteligência e com o desenvolvimento. “Suspeitos”? Ora, se a intenção da lista é demonstrar que há gênios teístas e que discorrem com propriedade sobre as relações da religião com o desenvolvimento político, chamar “suspeitos” os teístas que a compõem é um lapso circular gritante. Mas não seja por isso: leia ateus como Mircea Eliade, Viktor Frankl, Benedetto Croce e Umberto Eco, e eles também o ajudarão a ter uma noção mais aguçada sobre os assuntos de que trata o seu texto. E, voltando aos religiosos, leia Joseph Ratzinger também. Ser um papa não o desmoraliza em nada, nem foi este o motivo para eu o citar, logo porque não sou católico. Ainda assim, reconheço que ele é talvez a pessoa viva mais culta e inteligente no mundo hoje. Ratifico os meus conselhos. Se você tem mais idade do que eu e não conhece esses autores, dou-te a dica: estás atrasado. Pense, mas pense tomando ciência do que já pensaram milhares de gênios que viveram antes de você. Isso evitará que teses furadas sejam apresentadas como grandes descobertas.

    Mais uma vez, respeitosamente – e sinceramente – (não escrevo o comentário com a intenção de vê-lo publicado),

    • De uma coisa tenho certeza, André: você não cederá, tampouco eu. Continuemos, então, em nossos caminhos. Se você algum dia tiver interesse em ler meu livro, faço questão de fornecer uma cópia gratuita para você, já que nem estou escrevendo-o por dinheiro, e sim para ajudar a acabar com uma grande farsa em que muita gente insiste em acreditar sem se indagar os porquês.

      Quanto a seus comentários, pode ter a certeza de que, se sua vontade é essa, eles não serão publicados. Aí está uma prova de que uma pessoa não precisa acreditar em um deus ou seguir uma religião para ser moral, honesta, sincera, generosa, solidária etc., ao contrário do que os religiosos insistem em asseverar.

  5. Caro Klaus,

    Interessante que sua lista dos 38 países mais irreligiosos, a maioria ou metade deles estão também entre os 40 países com maiores índices de suicídio… inclusive o seu surpreendente Uruguai!
    Iras pôr esta estatística no livro também?!
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_suicide_rate

    Na verdade este livro só pode ser escrito graças a Deus.
    A própria idéia de Deus não nos seria possível se Ele não existisse para infundi-la em nossa mente, mas podemos negá-lo ou aceitá-lo (é a livre-escolha que Ele nos deu), porém só o homem possui esta capacidade reflexiva entre os animais. Se nossos raciocínios, pensamentos, cognição, moral da mente fossem resultados de reações químicas no cérebro, então por que outros animais que tem cérebro e os mesmos elementos químicos, não pensam, não raciocinam, não possuem qualidades inerentes aos humanos? lembrando que elementos químicos não tem vida em si mesmos.

    Mesmo um ateu, um ateu pensante não pode ser fruto do acaso às cegas de partículas ao léu.

    “Deus nunca fez um milagre para convencer um ateu porque suas obras comuns já mostram provas suficientes”
    Ariel Roth – zoólogo PHD.

    Sds.

    • Cícero, sinto muito, mas… se o que você pretendia era me impressionar, essa constatação dos 38 países que você fez não foram capazes de sequer levantar minhas sobrancelhas. Admito que não sabia dessa informação, só fiquei a par disso por meio de seu comentário, mas não me surpreendi porque não poderia ser de outra forma. Caso queira realmente saber, sim, eu trato disso em meu livro. Eu explico como a vida sem um deus (qualquer que seja ele) é extremamente realista. Como você deve saber, uma pessoa extremamente realista, que não tem qualquer tipo de ilusão, está muito mais propícia a ser depressiva. Realismo e depressão são inseparáveis (maiores exemplos: Schopenhauer e Nietzsche). Com isso, é até esperado que o nível de suicídio nos países que menos sentem necessidade de religião seja mais alto que nos países que se iludem (ou seja, países altamente religiosos).

      Quanto à segunda parte de seu comentário, eu realmente acho difícil acreditar que alguém tenha a coragem de dizer algo assim. Se você tivesse um mínimo conhecimento de Biologia, você saberia quão absurda foi sua asserção. É óbvio que um cérebro não significa inteligência. De fato, somos os únicos animais da natureza que conseguimos raciocinar, ainda que muitos outros tenham cérebro. Isso se deve a um processo bastante complexo que levou, literalmente, milhares de anos para acabar. Apenas um único ramo da família dos primatas desenvolveu a capacidade de raciocínio, que foram os hominídeos, incluindo nós, Homo Sapiens. Se você quer me convencer de que foi Deus quem nos deu a capacidade de pensar, vai ter que melhorar sua explicação e, no mínimo, provar que centenas de biólogos e naturalistas antes de você estavam errados ao afirmar que o raciocínio é o resultado de um longuíssimo processo de evolução. Responda para mim: não é muito mais fácil dizer que foi Deus quem fez tudo a ter de pensar sobre como as coisas são como são ? Pra que forçar a cabeça para encontrar as respostas ? Basta alegar que um ser onisciente e onipotente fez tudo e pronto. Questão resolvida. Quanto ao livre arbítrio, não faz sentido algum. Trato disso em meu livro também, em mínimos detalhes. Caso tenha interesse, ofereço uma cópia gratuita para você.

      P.S.: tenho sua autorização para incluir seu comentário em meu livro ? Se disser que não, eu respeitarei (e você verá que um ateu pode ser moral e honesto sim senhor). Se disse que sim, apenas colocarei o comentário, não divulgarei seu nome.

      • Klaus,

        1. Não me admiro nem me surpreendo ao ouvir dos próprios ateus as falácias epistêmicas do neo-ateísmo.
        Nos países com alto IDH como nos países nórdicos e alguns europeus de predominância ateista, materialista, humanista. Tem tudo na área material, psicológica, fisiológica, profissional e lazer contudo estão entre os 50 países que apresentam o maior índice de suícidio.
        Há um vazio no coração do homem que os psicólogos comportamentais insistem em negar.

        É a necessidade espiritual (só há no homem isto pois é um ser singular) que clama em ser preenchida, se ela não é satisfeita não é raro vermos empresários riquíssimos se jogando de suas altas coberturas ou dando tiros em suas cabeças.

        Mas concordo contigo que religiões oficiais instituídas não satisfazem a necessidade do homem e não curam depressão; e sim unicamente o poder da Palavra emanada do Filho de Deus.
        Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos AMARDES uns aos outros”. Veja, O HOMEM PRECISA DO AMOR DE CRISTO E NÃO DE SISTEMAS RELIGIOSOS, FILOSÓFICOS, SEJAM QUAIS FOREM.
        A influência dos verdadeiros cristãos nos primeiros séculos era fantástica e transformadora. “Estes que tem transtornado o mundo chegaram aqui também” At 17:6.
        Estudiosos dizem que até o ano 200 cerca de 1/5 do império romano era cristão.

        Os próprios ícones do ateísmo em seus momentos particulares sentiam o vazio, sede e fome do “Algo a mais” em suas vidas.

        Veja o que disse Nietzsche:
        “…para todos os que de alguma forma ainda tinham um “Deus” como companhia …Minha vida agora consiste no meu desejo de que fosse diferente …e de que alguém pudesse fazer minhas “verdades” parecerem inacreditáveis para mim” (The portable, p.441).

        O ateu francês Albert Camus admitiu:
        “Nada pode desencorajar o apetite pela divindade no coração do homem.” (O Rebelde p.147).

        Já Schopenhauer era contraditório, sendo incoerente em seus textos ao afirmar que a realidade suprema não é racional. A afirmação de que toda a realidade é irracional é negar a realidade da própria mente que afirma isso. Ora, como pode o efeito ser maior que a causa? Como pode o não-racional ser a causa da mente racional???

        No meio científico não é diferente, mesmo ateus inteligentes reconhecem que não estamos sós.
        O ateu, Steven Weinberg ganhador do prêmio Nobel disse:
        “parece-me que se a palavra “Deus” tem alguma utilidade, deveria significar um Deus interessado, um criador e juíz que estabeleceu não só as leis da natureza, mas também padrões de bem e mal, alguma personalidade preocupada com nossas ações, algo que em resumo, merece nossa adoração” (Sonhos de uma teoria final p.244).

        2. Absurdo é pensar que o naturalismo darwinista tem todas as respostas.
        No mundo natural, que materialista pode explicar por que um corpo está vivo e o outro está morto? Ambos contêm os mesmos elementos químicos. Por que um corpo está vivo num minuto e morre no minuto seguinte?

        Sabemos que meras reações químicas/físicas de elementos químicos seriam impessoais, amorais, aleatórias e inanimadas no cérebro. Mas que combinação de elementos pode ser responsável pela consciência? quanto pesa o amor, o ódio, a bondade? Se não há um Ser Moral de Justiça que inseriu essas qualidades em nós, e somos meramente matéria em fusão e reação; …então qual material químico da ira? Existe um átomo para o amor? Qual é a composição química da molécula do homicídio? Quais os átomos do altruísmo? Que enzimas e aminoácidos compõem a justiça e moral?

        Elementos químicos não podem avaliar se uma teoria é falsa ou não. E elementos químicos não raciocinam, apenas reajem.
        Toda lei possui o criador dela. Existe uma lei moral já inserida nos homens. Logo, há um Autor Moral.

        Ora, se o homem é meramente material/biológico como queres supor, então qual a origem deste padrão/lei de justiça, moral, ética gravado em nós? e sabemos naturalmente que certos comportamentos, condicionamentos prejudicam a nós e ao próximo?
        Esse conhecimento íntimo em nós desse “padrão/lei moral” nos permite julgar que os nazistas e o Holocausto eram maus por exemplo.

        Mas não deveriam existir “escolhas” (morais), assim… os bandidos, assassinos, estupradores e ladrões e todos os tipos de criminosos são inocentes, pois são forçados geneticamente e pelo ambiente natural a serem o que são!

        Mas até mesmo entre os animais vemos ações altruístas! porém, o altruísmo seria incompatível com um suposta evolução dos mais aptos e fortes guiados pela lei selvagem da seleção natural. Deveríamos na verdade, incentivar o extermínio dos doentes, deficientes, incapazes, pobres e excluídos da sociedade!

        A preservação da especie por comportamento assim é conflitante com a suposta evolução biológica.
        O famoso biólogo evolucionista Ernst Mayr confessou:
        “Altruísmo para com estranhos é um comportamento que a seleção natural não suporta.”

        Se não há Moral Absoluta, então posso cometer o piores crimes, pois tudo é relativo. Mas sabemos que nossa consciência nos condena. Porém, jamais esta lei moral/ética (além da cognição, pensamentos, idéias, inteligência etc) surgiriam de meras reações químico/físicas amorais, impessoais, caóticas como quer o materialismo/naturalismo. Então isso nos remete a um Agente Moral Inteligente Causador.

        “Se não há Deus, TUDO é permitido” – Dostoiévski.
        Todo mundo conhece certos princípios, mesmo em culturas passadas e presentes.
        “Não existe uma terra onde o assassínio seja uma virtude e a gratidão seja um defeito” – Lewis.C.S.

        Tudo bem, se quiser pode por meus comentários no livro, mas mande-me uma cópia quando estiver pronto.

        Sds.

      • Exatamente, Cícero. Há mesmo um vazio. A maioria absoluta das pessoas preenche esse vazio com Deus. Poucas são realistas o suficiente para admitir que esse vazio é natural, é normal, e que não há nada que possamos fazer senão aprender a viver com ele. É uma tarefa muito difícil viver sem sentido, e muita gente não consegue, motivo que explica a taxa de suicídio que você mesmo apontou. Só vejo uma coisa que responde à pergunta “por que a vida TEM DE TER um sentido ?”: a vontade do homem. O homem QUER que a vida tenha sentido. Se ele quer, ele consegue encontrar um (Deus, religião etc.).

        Observação: não existe esse negócio que vocês teístas insistem em chamar de “NEO-ateísmo”. Existe ateísmo simplesmente. Se antes era ateísmo e agora é neo-ateísmo, como será chamado daqui a algumas décadas ? Neo-neo-ateísmo ?

        Que diferença faz um homem ser extremamente rico ou extremamente pobre e se suicidar ? Todos sabemos que dinheiro não é tudo na vida. Na verdade, existem até pesquisas que dizem que os pobres são mais “felizes” que os ricos. Não tem nada a ver com dinheiro, e sim com religião. Quanto mais rico e desenvolvido (socialmente e intelectualmente), menor é a influência que a religião tem sobre esse homem, então mais realista ele é e maior é o vazio que ele sente. Por que os pobres são mais “felizes” ? Entre outras coisas, porque eles se sentem confortados pela religião. E é exatamente isso que é a religião: um conforto, um alívio, uma esperança, uma “certeza” numa vida tão incerta. É por isso que as pessoas a adoram. Só existem duas opções: deixar-se iludir e viver pensando que é feliz (felicidade essa advinda da ilusão) ou ver o mundo como ele é e admitir que a vida é extremamente difícil e que o mundo é absurdamente complexo e difícil de se entender, o que pode levar qualquer um à chamada “infelicidade”.

        Quanto às suas citações da Bíblia, faça-me o favor, heim ? Citar o seu livro sagrado como prova de qualquer coisa ou embasamento a qualquer pensamento beira a ofensa. Se eu fosse muçulmano, poderia rebater com o Corão, se fosse judeu poderia rebater com a Torá, se fosse hindu poderia rebater com citações do Bagavadguitá. Isso mudaria sua opinião ? Aposto que não. Você continuaria a acreditar no SEU livro sagrado, mesmo sabendo que ele não é o único e que não é o dono da verdade. Citar a Bíblia num debate sobre religião só faz seu oponente confirmar quão cego você é. Alienado, cabeça dura, obstinado a acreditar num livro fraudulento que só quem crê nele não reconhece.

        Quanto ao naturalismo de Darwin, vocês religiosos adoram pegar a teoria da evolução e criticá-la o máximo que podem, como se fizesse alguma diferença. Aí vai uma grande surpresa: a teoria evolucionista de Darwin não prova nada a respeito de Deus, nem que ele existe, nem que não existe. No máximo, prova que todo o Gênesis é um absurdo. O próprio Darwin era agnóstico, então não faria sentido ele propor uma teoria que fosse contra a noção de Deus que os homens têm. O problema é que os religiosos sempre têm uma desculpa para qualquer coisa. Foi o que fizeram os proponentes do Design Inteligente: não negaram a evolução, apenas atribuíram o mérito a Deus. Fale a verdade para mim: assim é fácil, não é ? Não importa o que digam os ateus, os teístas sempre dirão que é a vontade de Deus, ou que foi ele quem criou, foi ele quem alterou, foi ele que fez isso ou aquilo. Não há como discutir com um religioso que chega a esse ponto de certeza a respeito de Deus. É pura cegueira, e não há cura para isso.

        Quanto a “No mundo natural, que materialista pode explicar por que um corpo está vivo e o outro está morto? Ambos contêm os mesmos elementos químicos. Por que um corpo está vivo num minuto e morre no minuto seguinte?”, realmente sou obrigado a dizer: se for debater com mais alguém sobre isso, mantenha distância de argumentos científicos, principalmente dos biológicos. Mostre isso a qualquer estudante de medicina que está no segundo ano de faculdade e ele dará risada.

        Embaixo você diz “somos meramente matéria em fusão e reação; …então qual material químico da ira? Existe um átomo para o amor? Qual é a composição química da molécula do homicídio? Quais os átomos do altruísmo? Que enzimas e aminoácidos compõem a justiça e moral?”. Engraçado você só ter citado sentimentos, emoções, coisas abstratas, que justamente não podem ser mostradas fisicamente. Você realmente esperava que eu dissesse que o nome do “átomo do altruísmo” é tal ? Que o “átomo do amor” é X ou Y ? Isso tudo é mental ou psicológico. O fato de uma pessoa ser moral ou honesta prova que Deus existe ? Se eu sou honesto, então foi alguém que colocou isso dentro de mim, e não eu que desenvolvi meu intelecto e meu psicológico baseando-me em milhares de anos de assujeitamento social ? Traduzindo: eu não sou honesto porque eu quero ser ou porque isso é considerado correto em minha sociedade, mas porque Deus quis que eu fosse e me fez assim ? Puxa, então acho que devo agradecer a Deus por ter me feito inteligente também. Afinal, todos os 9 e 10 que tirei em provas e trabalhos não foram fruto de minha inteligência realmente, mas da inteligência que Deus deu pra mim. Obrigado, Senhor, por não me deixar reprovar naquela prova de Física. Foi VOCÊ quem me deu a luz do conhecimento necessária para me fazer passar de ano.

        Seu argumento do Autor Moral é antiqüíssimo e não se sustenta. Basicamente, os religiosos dizem “o homem é um ser moral. Alguém criou essa moral. Esse alguém é Deus”. Por quê ? Por que a moral foi criada por alguém ? Por que não podemos aceitar que ela foi desenvolvida por nós mesmos, seres humanos, ao longo de um processo de evolução mental (cognitiva e intelectual) que durou centenas de milhares de anos ? Não é extremamente óbvio que ninguém queira viver num lugar onde as pessoas se matam ? Não é claro como o dia isso ?? É mais do que esperado que alguém, em algum momento da história, tenha sugerido que matar uma outra pessoa era algo errado. Os outros concordaram e, nesse momento, nasceu uma lei moral entre os homens que se espalhou por todo o mundo. Nada de intervenção divina. O fato de haver bandidos e assassinos (entre outros criminosos) prova que algumas pessoas não concordam com esse preceito moral que é tido pela maioria da humanidade como correto. Ou, segundo sua teoria, prova que Deus se esqueceu de inserir a moralidade dentro de algumas pessoas. Coitadas delas… esquecidas por Deus e condenadas a viver uma vida de crimes até o dia em que morrerem. Ah, mas tudo bem, porque depois essas pessoas serão julgadas e punidas num lugar chamado “inferno”, não é mesmo ? A justiça dos homens pode falhar, mas a divina não falha nunca. Você pode acreditar nisso se quiser, mas eu prefiro acreditar que algumas pessoas simplesmente não são morais e que cometem crimes porque elas não vêem problema algum nisso, motivo pelo qual é NECESSÁRIO termos policiais, delegados, advogados, juízes, juristas e outros mantenedores da lei (lei essa criada e imposta pelos HOMENS, não por DEUS).

        Você diz “Mas até mesmo entre os animais vemos ações altruístas! porém, o altruísmo seria incompatível com um suposta evolução dos mais aptos e fortes guiados pela lei selvagem da seleção natural”. Errado. Existe altruísmo na natureza e não há nada de estranho nisso. Qual o problema da mamãe elefante ajudar ou proteger seu elefantinho ? Ela faz isso por ela mesma ? Penso que seja uma forma genuína de altruísmo, absolutamente natural e explicado pelo instinto animal, que praticamente “obriga” todo animal a defender sua espécie (o ser humano é o único que pode ser classificado fora desse grupo porque não agimos SÓ por instinto, nós também pensamos).

        “Se não há Moral Absoluta, então posso cometer o piores crimes, pois tudo é relativo. Mas sabemos que nossa consciência nos condena. Porém, jamais esta lei moral/ética (além da cognição, pensamentos, idéias, inteligência etc) surgiriam de meras reações químico/físicas amorais, impessoais, caóticas como quer o materialismo/naturalismo. Então isso nos remete a um Agente Moral Inteligente Causador”. Mais uma vez, errado. Somos, na maioria (não todos), seres morais porque crescemos numa sociedade que diz que, para sermos bem sucedidos, temos de ser morais. E o que é ser moral senão fazer exatamente o que essa sociedade nos diz para fazermos ? Aí vai um problema grande para você: os índios são morais ? Se você disser que sim porque Deus colocou a moral em todos nós, então me explique por que é totalmente natural e comum matar bebês que nascem defeituosos, com mutações genéticas ou doenças. Onde está a moral aí ? Explicação óbvia que qualquer estudante de humanas sabe responder: a moral é relativa. É uma em uma sociedade e outra em outra. Não existe moral única e universal. Sinto muito, mas C. S. Lewis (um religioso, por sinal) generalizou algo que não pode ser generalizado. Ah, mas você pode alegar que Deus fez isso de propósito: colocou um tipo de moral diferente na cabeça de qualquer um. Bem, aí já ultrapassamos os limites da razão e entramos no campo do “chute qualquer coisa que sirva como desculpa para meus argumentos cristãos estarem corretos”.

      • Klaus,
        Poucas são realistas o suficiente para admitir que esse vazio é natural, é normal, e que não há nada que possamos fazer senão aprender a viver com ele. É uma tarefa muito difícil viver sem sentido, e muita gente não consegue, motivo que explica a taxa de suicídio que você mesmo apontou.

        Por isso também que Jesus veio até nós, pra nos libertar (aos que desejam). Ele foi e é o maior revolucionário da história, transformando milhões de vidas através de sua Palavra, que é a mais lida, vendida, praticada e perseguida no mundo. Tal singularidade já é evidência de sua veracidade.
        Disse: “vim para que tenham vida; e vida em abundância”, só Ele preenche o vazio existencial/espiritual em nós. A natureza do homem é decaída, a humanidade está escrava da depressão, medo, egoismo, solidão, mas Ele nos cura disso além de moléstias físicas. Isso é FATO desde o tempo de Cristo os benefícios, bençãos e vitórias que milhões/bilhões tem experimentado até hoje.

        O hedonismo só nos deixa mais vazios e egocêntricos.
        Não sou religioso (graças a Deus) apenas um crente que procura seguir os ensinos de Jesus (mas sou pecador), pois religiões mais atrapalham que ajudam; como já tinha dito.

        Observação: não existe esse negócio que vocês teístas insistem em chamar de “NEO-ateísmo”. Existe ateísmo simplesmente. Se antes era ateísmo e agora é neo-ateísmo, como será chamado daqui a algumas décadas ? Neo-neo-ateísmo ?

        A diferença é que o neo-ateísmo transformou-se numa religião militante como qualquer outra. Tem conceitos, ideologias, normas, locais, movimentos, sites, blogs etc.
        Sua principal base de fé defendida por ateus/céticos/agnósticos é: “Deus não existe” mas tal enunciado apresenta uma crença, uma declaração de fé q requer evidências; assim, a afirmação de crença é relacionada à religião – conquanto negativa; sendo o ônus da prova de qualquer um que faça uma alegação, neste caso a fé ateísta, em que ACREDITAM na inexistência de Deus.

        Mas ateus não creem na inexistência de Deus, eles na verdade, CREEM Nele! por isso lutam pra negá-lo. Não deixam a militância ferrenha de lado e vivem uma verdadeira obsessão contra O que não têm, contra O que não acreditam.

        Quanto mais rico e desenvolvido (socialmente e intelectualmente), menor é a influência que a religião tem sobre esse homem, então mais realista ele é e maior é o vazio que ele sente. Por que os pobres são mais “felizes” ? Entre outras coisas, porque eles se sentem confortados pela religião…

        Falácia da ignorância. Muitas pessoas ricas são crentes fiéis em Jesus, assim como muitos pobres nem querem saber do evangelho. A Bíblia dá muitos exemplos de homens fiéis a Deus sendo ricos.

        Só existem duas opções: deixar-se iludir e viver pensando que é feliz (felicidade essa advinda da ilusão) ou ver o mundo como ele é e admitir que a vida é extremamente difícil e que o mundo é absurdamente complexo e difícil de se entender, o que pode levar qualquer um à chamada “infelicidade”.

        É sua interpretação, sua crença. Mas quem tem Jesus e “nasceu de novo” do evangelho não precisa ficar escravo dessas filosofias falaciosas. O sol e a chuva sempre foi para todos, mas não significa que o nosso fim é na Terra.
        O homem desconhece muitos eventos de ordem natural ainda. Está constantemente descobrindo novas coisas aqui mesmo na terra, como no fundo do mar etc.
        Então quais as evidências da inexistência do mundo sobrenatural, espiritual? Afirmar por afirmar, é uma clara petição de princípio.
        O homem não conhece nem 0,001% do Universo, então como afirmar que não há um Criador Inteligente Pessoal?

        Mas o que é a vida, qual o seu sentido, por que o homem é tão diferente do resto da natureza? mas se nada existe além da morte,… então comamos, bebamos, pecamos e morramos e fim. Quantos morrem na cegueira se emaranhando nas coisas do mundo. Outros querem “aproveitar” ao máximo achando que vão viver uns mil anos aqui.
        Será que somos como um cão e gato? Morreu e fim? Então qual o sentido da vida se é só isso?
        Contudo, na natureza vemos que o vapor se transforma em água, a lagarta se transforma em borboleta, e o embrião se transforma numa pessoa. Lei de Lavoisier não é real? Por que seria diferente para a alma humana? ;-)

        Citar o seu livro sagrado como prova de qualquer coisa ou embasamento a qualquer pensamento beira a ofensa…Citar a Bíblia num debate sobre religião só faz seu oponente confirmar quão cego você é. Alienado, cabeça dura, obstinado a acreditar num livro fraudulento que só quem crê nele não reconhece.

        Isso só prova sua ignorância e desconhecimento dos eventos bíblicos. Eu poderia citar aqui mais de 20 eventos bíblicos confirmados hoje pela ciência, arqueologia, paleontologia, afora confirmações históricas corroborando a historicidade bíblica entre as nações.

        Quanto ao naturalismo de Darwin, vocês religiosos adoram pegar a teoria da evolução e criticá-la o máximo que podem, como se fizesse alguma diferença.

        Não são apenas nós. Já são quase 1000 cientistas PhD além de inúmeros médicos, cirurgiões que rejeitam essa fantasia transformista travestida de ciência.

        No máximo, prova que todo o Gênesis é um absurdo.

        Há confirmações extra-bíblicas de Genesis.
        A descoberta das tábuas de Ebla na Síria datadas em torno de 2.500 AC, na placa que relata a criação é bem parecida com a biblia. O povo de Ebla acreditava na criação a partir do nada. Ali contém nomes das cidades de Ur, Sodoma, Gomorra e deuses pagãos citados na Bíblia como baal, além de nomes como Adão, Eva e Noé.
        Temos evidências do Dilúvio, de nomes de antigos povos que lembram os nomes dos membros da família de Noé, imagens, objetos, gravuras de dinossauros onde não deveriam estar, nomes de lugares, reis e eventos bíblicos como o Êxodo.
        O fato do Dilúvio ser citado por inúmeros outros povos antigos em todo o mundo e não somente do povo hebreu, é mais uma prova de sua REALIDADE e não uma mera crença.

        se for debater com mais alguém sobre isso, mantenha distância de argumentos científicos, principalmente dos biológicos. Mostre isso a qualquer estudante de medicina que está no segundo ano de faculdade e ele dará risada.

        Sim, vão rir de si mesmos por não terem uma explicação satisfatória. Dois corpos inteiros sem defeitos e sem interferências externas; mas um vivo e outro morto. Isso é uma prova da realidade da alma que dá vida ao corpo físico. Saiba que muitos médicos já testemunharam milagres e curas sem explicação pela medicina.

        O fato de uma pessoa ser moral ou honesta prova que Deus existe ? Se eu sou honesto, então foi alguém que colocou isso dentro de mim, e não eu que desenvolvi meu intelecto e meu psicológico baseando-me em milhares de anos de assujeitamento social ? Traduzindo: eu não sou honesto porque eu quero ser ou porque isso é considerado correto em minha sociedade, mas porque Deus quis que eu fosse e me fez assim?… Seu argumento do Autor Moral é antiqüíssimo e não se sustenta. Basicamente, os religiosos dizem “o homem é um ser moral. Alguém criou essa moral. Esse alguém é Deus”. Por quê ? Por que a moral foi criada por alguém ? Por que não podemos aceitar que ela foi desenvolvida por nós mesmos, seres humanos, ao longo de um processo de evolução mental (cognitiva e intelectual) que durou centenas de milhares de anos ?

        O padrão moral numa cultura não poderia ser apenas instinto coletivo; senão o impulso mais forte sempre ganharia. Se a lei moral fosse apenas instinto coletivo, os instintos estariam sempre corretos, mas não estão. Até amor e patriotismo às vezes estão errados. A lei moral não pode ser convenção social, porque nem tudo aprendido na sociedade é baseado em convenções. Por exemplo matemática, lógica, leis físicas não são.

        Deve haver uma Lei Moral Universal, senão discordâncias morais não fariam sentido como todos supomos fazer. Nenhuma discordância real jamais haveria, estando cada pessoa certa do próprio julgamento e ponto de vista moral. Posições contraditórias estariam corretas.
        Essa lei moral está além das pessoas e do todo já que os individuos entram em conflito com ela, mas carecem coletivamente dela e até medem o progresso e relacionamentos por ela.

        Ademais, se sabemos que há maldade no mundo, sabemos instintamente que há um padrão de perfeição moral para medirmos essa maldade, vinda de um Legislador Moral porque uma lei não tem significado a não ser que venha de uma mente – apenas mentes emitem significado.

        Obrigado, Senhor, por não me deixar reprovar naquela prova de Física. Foi VOCÊ quem me deu a luz do conhecimento necessária para me fazer passar de ano.

        Foi sua opção, estudar e se esforçar assim como poderia desprezar tal condição e ser reprovado.

        Não é extremamente óbvio que ninguém queira viver num lugar onde as pessoas se matam ? Não é claro como o dia isso ?? É mais do que esperado que alguém, em algum momento da história, tenha sugerido que matar uma outra pessoa era algo errado. Os outros concordaram e, nesse momento,nasceu uma lei moral entre os homens que se espalhou por todo o mundo.

        E como sabemos? Quem disse que deveria ser assim? por que? Então vc concorda que há um Padrão de justiça/moral Absoluto. Haveria uma prescrição de conduta, pois se há imperfeição e maldade no mundo e nossa consciência nos alerta quando fazemos ou concordamos com tais injustiças deve haver um Padrão Perfeito para que se saiba isso.
        Sem um padrão moral objetivo pela qual as ações de Hitler possam ser medidas, não podemos saber se ele era mau; senão Hitler não teve verdadeira responsabilidade moral por aquilo que fez — ele tinha apenas partículas/elementos físicos!

        Mas se sua crença exige que a moral/ética e senso de justiça social, se originou de meras reações químicas materiais, impessoais, amorais, inanimadas no cérebro naturalmente ao acaso, sinta-se a vontade. Não tenho fé suficiente pra ser ateu.

        Ou, segundo sua teoria, prova que Deus se esqueceu de inserir a moralidade dentro de algumas pessoas. Coitadas delas… esquecidas por Deus e condenadas a viver uma vida de crimes até o dia em que morrerem. Ah, mas tudo bem, porque depois essas pessoas serão julgadas e punidas num lugar chamado “inferno”, não é mesmo ?

        Escolheram isso. E toda escolha tem um preço. Colhe-se aquilo que se planta.
        Se há uma coisa que Deus respeita, e muito, é nossa INDIVIDUALIDADE, somos livres, mas responsáveis por nossas próprias decisões.
        Deus criou as criaturas boas com uma qualidade chamada livre-escolha, e é bom ser livre, mas com a liberdade vem a possibilidade do mal, então Deus é responsável por tornar o mal possivel, mas as criaturas livres são responsáveis por torná-lo REAL.
        Por acaso seria justo forçar você, a crer em Deus? Somente pelo seu próprio interesse de conhecê-lo que é a forma justa.

        Existe altruísmo na natureza e não há nada de estranho nisso. Qual o problema da mamãe elefante ajudar ou proteger seu elefantinho ? Ela faz isso por ela mesma ? Penso que seja uma forma genuína de altruísmo, absolutamente natural e explicado pelo instinto animal,

        Isso é instinto natural de preservação e proteção da prole, mas o altruísmo de morrer pelo grupo e salvá-lo, está presente em vários animais como macacos, cães, abelhas, gansos, esquilos etc. Algo incompatível com a lei selvagem da seleção natural que prega a sobrevivência dos mais aptos, dos mais fortes. Portanto não deveria haver tal característica bondosa!
        Mas somente humanos podem negar o altruísmo e serem indiferentes e disfarçar bondade ou maldade e trair dependendo a situação. Esta capacidade cognitiva-moral é exclusiva em nós. Mas a suposta ‘evolução’ cega não seria para todos??! :-)

        Somos, na maioria (não todos), seres morais porque crescemos numa sociedade que diz que, para sermos bem sucedidos, temos de ser morais. E o que é ser moral senão fazer exatamente o que essa sociedade nos diz para fazermos ?

        A moral não é construida pela sociedade, esta apenas dita as normas civis e leis estabelecidas em nosso mundo moderno para convívio em grupo e organização. Porém, já existe um padrão imutável de justiça/moral escrito em nosso coração desde os primórdios.
        Em culturas bem antigas, as pessoas já tinham plena noção do significado de assassinatos, crueldades, perfidias, injustiças, inclusive registradas.

        Mas se não há o Autor Moral, então qualquer um poderia estar “certo” em afirmar que o estupro, o homicídio, o Holocausto ou qualquer outro mal não é realmente errado, pois tudo não passa de reações químicas. Mas nós sabemos intuitivamente que esses atos são errados por meio de nossa consciência, que é manifestação da lei moral.

        Aí vai um problema grande para você: os índios são morais ? Se você disser que sim porque Deus colocou a moral em todos nós, então me explique por que é totalmente natural e comum matar bebês que nascem defeituosos, com mutações genéticas ou doenças. Onde está a moral aí ? Explicação óbvia que qualquer estudante de humanas sabe responder: a moral é relativa. É uma em uma sociedade e outra em outra. Não existe moral única e universal.

        Não é natural e nem moral, matar bebês ou abandoná-los também, como fazem os chineses com bebês-meninas. A tradição e cultura de um povo não significa que seja boa ou traga benefícios e não está acima da moral absoluta. Eles sabem que está errado, mas fazem assim mesmo em nome da tradição…
        Podemos cauterizar a consciência, podemos pecar, podemos ser maus. Mas quando entram em contato com os conceitos cristãos bíblicos abandonam essas práticas cruéis.

        Sds.

  6. Já que me convidou para comentar aqui vai:

    Bastaria mencionar várias personalidades reconhecidamente inteligentes (cientistas, políticos, escritores, artistas etc,) para refutar a sua alegação de que os ateus têm um grau de inteligência maior que pessoas religiosas.

    Mas vou diretamente à argumentação central do seu texto, que é simplesmente uma falácia em que confunde correlação com causa.

    Usando o mesmo tipo de argumento falacioso que você usa, poderia afirmar que os europeus devem ser mais inteligentes que os latino-americanos, uma vez que dos 47 países com IDH mais altos, 31 são europeus, e apenas 2 são latino-americanos (Chile e Argentina).

    http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

    É evidente que a causa para estes números não está na religião nem inteligência intrínseca dos povos, mas em outros fatores. Portanto, o seu texto é muito pouco inteligente para um ateu que supostamente devia ter um QI elevado, e facilmente refutável por um cristão, logo auto-refuta-se a si próprio.

    • Hugo, primeiro fato: como já respondi a outra pessoa que comentou aqui, essa questão da inteligência foi algo que me surgiu na época e que me acompanhou por muitos anos. Hoje em dia, não diria isso. Mas diria algo que não deixa de estar relacionado: de forma geral, a inteligência atéia e a teísta são diferentes. Se tiver interesse em saber mais, acompanhe o blogue e veja uma outra pesquisa que eu divulgarei em breve. Realmente acho infantil citar nomes de grandes gênios de um lado ou de outro para defender suas posições, motivo pelo qual não o farei aqui e pelo qual fiquei contente de você não ter feito.

      Segundo fato: em primeiro lugar, seu exemplo não se sustenta porque trata de algo que é extremamente subjetivo. Como julgar inteligência ? É difícil, não é ? A minha pesquisa não trata de algo subjetivo, mas bem objetivo: religião. Basta perguntar para alguém “você é religioso ?” e se obterá uma resposta simples e precisa. Ainda assim, temos de considerar várias coisas quando se fala de inteligência. Uma delas é o fato inegável de que várias fatores podem impedir o progresso intelectual. A religião é exatamente um delas. Ao dizer ao povo que tudo na vida tem um propósito maior, que tudo na vida tem uma explicação divina, que tudo que vemos foi criado por um deus, você elimina quase que completamente a necessidade de raciocinar. Como respondi para um outro religioso aqui embaixo: não é muito mais fácil dizer que foi Deus quem fez tudo a ter de pensar sobre como as coisas são como são ? Pra que forçar a cabeça para encontrar as respostas ? Basta alegar que um ser onisciente e onipotente fez tudo e pronto. Questão resolvida.

      Religião são trevas. O período da história em que menos tivemos progresso intelectual, tecnológico, social e político foi… (rufem os tambores) o Século das Trevas, durante a Idade Média, quando a Europa era dominada pela Igreja ! Que surpresa, não ??

      Concluindo, você foi mais um dos que alegou que religião não é o motivo para esses países serem subdesenvolvidos, mas também não conseguiu explicar o porquê. Acho que devemos considerar uma simples coincidência o fato de todos esses países religiosos serem subdesenvolvidos. Ou é coisa de Deus mesmo, vai saber ? O que ele quer fazer, ele faz, e não precisa de explicação, não é verdade ?

  7. Você diz:

    “Simplificando, ele tenta coroar o país que mais se aproxima do inferno na Terra, aqueles em que você corre risco de morte só de pisar em seu solo. Na lista mais atual, divulgada em 2013, há 20 países. Desses, adivinhe quantos são religiosos ou religiosíssimos ? Sério, adivinhe ! Não quer adivinhar ? Tudo bem, aí vai a resposta: TODOS.”

    E depois? Também são todos de raça negra ou pele escura. Quer dizer que dai se conclui que a raça negra é um fator de subdesenvolvimento?

    Os dados estatísticos que apresenta simplesmente não suportam a sua conclusão. O seu raciocínio está todo errado.

    Você precisa demonstrar a relação de causalidade entre religiosidade/irreligiosidade e desenvolvimento/subdesenvolvimento, e não meramente apontar essas características em países subdesenvolvidos. e desenvolvidos. Porque senão a sua argumentação é tão ridícula como dizer que os loiros são um fator de desenvolvimento de um país, visto que a Noruega, o país com IDH mais alto, tem uma população maioritariamente loira.

    Era de esperar mais de um ateu que defende a superioridade da inteligência ateísta.

    • Exatamente como todos são no planeta Terra, todos têm oxigênio, todos têm água, todos têm nome, todos têm mulheres, todos têm homossexuais, todos têm casas… Vamos brincar de quem encontra mais semelhanças ? É óbvio que estou sendo irônico, mas por quê ? Porque nenhum desses fatores que eu citei influenciam o progresso sócio-político-econômico de um país. Religião sim, e muito.

      Se você se interessou pelo assunto e quer ler minha resposta para seu comentário quando você diz “Você precisa demonstrar a relação de causalidade entre religiosidade/irreligiosidade e desenvolvimento/subdesenvolvimento, e não meramente apontar essas características em países subdesenvolvidos. e desenvolvidos. Porque senão a sua argumentação é tão ridícula como dizer que os loiros são um fator de desenvolvimento de um país, visto que a Noruega, o país com IDH mais alto, tem uma população maioritariamente loira”, leia meu livro. O propósito dessa pesquisa aqui foi somente mostrar os números, expor os fatos. Se quiser uma análise mais detalhada ou uma explicação do porquê religião traz desigualdade, preconceito, discriminação, ignorância e atraso a um país, convido-o a ler a obra inteira: Deus – A Maior Mentira da História.

      • Deve estar com problemas de literacia porque eu não aleguei absolutamente nada nem me cabe a mim explicar nada.

        Quem alegou foi você no «post», que os países desenvolvidos são os mais irreligiosos, logo ser irreligioso é fator de desenvolvimento e sinal de inteligência.

        Mas os dados estatísticos apresentados não suportam a sua alegação., porque não demonstram que há uma relação de causalidade entre irreligiosidade e desenvolvimento, que é a sua conclusão.

      • Termino a pesquisa com o seguinte trecho: “Após ter chegado às conclusões a que cheguei e ter exposto os argumentos para chegar às tais, desafio qualquer um a provar que estou errado em minha asserção (ou seja, a provar que irreligião e desenvolvimento não têm nada a ver).”

        Para o bem de sua comunidade religiosa, seria bom que você ou algum amigo teísta seu conseguisse provar o contrário do que eu expus. Realmente, você não tem que alegar nada nem tem a obrigação de provar ou explicar coisa alguma. Mas será uma grande pena eu colocar em meu livro que “mais um religioso não soube dar explicações plausíveis para a pesquisa”. Argumentar “sua pesquisa é uma falácia do começo ao fim” é a coisa mais fácil de se fazer. Aliás, foi o que dois já fizeram antes de você. Nem sei se isso constitui um argumento propriamente dito. Vamos lá, tente algo original. O que todos os países desenvolvidos têm em comum além da irreligiosidade ? E os subdesenvolvidos ? Cada um foi colonizado por um povo, fala uma língua diferente, tem constituições diferentes, tem etnias diversas, tem profissionais de várias áreas, tem histórias únicas… Por que só a alta taxa de religiosidade se mostra evidente nesses países ? Ah, é coincidência, né ?

      • 1) Você convidou-me para comentar o seu artigo e não o seu livro. Foi isso que vim aqui fazer.

        2) O propósito dessa pesquisa aqui NÃO foi somente mostrar os números, e expor os fatos. Foi também tirar uma conclusão desses números e fatos.

        3) Conclusão essa que é totalmente falaciosa como já se percebeu, porque por si só, esses números e fatos, não demonstram que a religião influência negativamente ou positivamente o progresso sócio-político-econômico de um país.

      • 1) Sim, exatamente. A parte do livro fica por sua conta.

        2) Isso não é óbvio ? Não achei que fosse necessário dizer que, após uma pesquisa dessas, tem de haver uma conclusão. Aliás, a conclusão já está no próprio título. Se o que você quer é um análise mais profunda que contenha uma explicação específica sobre os males da religião, aí voltamos ao número 1 acima.

        3) Voltamos ao número 1 novamente. Essa pesquisa é parte integrante do livro que estou escrevendo. Não dá para colocar tudo aqui, então coloquei somente a pesquisa com algumas breves análises. Num contexto que fala sobre como a religião vem destruindo as sociedades, essa pesquisa tem grande relevância, pode ter certeza.

  8. Partindo do pressuposto amplamente contestável de que os dados fornecidos atestam que ateus são mais “inteligentes”, isso não significa que um ateu específico seja mais inteligente que um teísta específico. Se trata somente de estatística geral. Abcs!

    • Olá, Vinícius. A pesquisa não foi exatamente sobre inteligência. Esse tema foi somente um ponto de partida para introduzir o tema real da pesquisa, que é sobre desenvolvimento (e sua ligação com religião). De qualquer forma, você tem todo o direito de contestar. Além disso, sabemos que exceções sempre existem nos dois lados. Agradeço seu comentário.

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