Cansamento

Junto há tanto tempo,
O casal se perde em
vielas imaginativas
e esquinas reflexivas
para encontrar-se
estirado na calçada
da exaustão afetiva:

Tudo em vão;
A polia do amor
já não mais roda
as engrenagens
fatigadas e cinza
que antes giravam
em perfeita harmonia:

A combustão completa,
A raiz exata, a reta,
Ao estalo de dedos
tornam-se, agora,
A queimadura aflita,
A conta cega, a curva,
Como os avisaram:

A mordida, antes inócua,
vira peçonha em finas pontas;
O sussurro, antes tenro,
vira urro em alto tom;
O processo não mais flui,
O contexto não mais apraz;
O casal… não mais há.

 
© 7 de Novembro de 2011, por Klaus die Weizerbüken (a cópia não-autorizada deste poema pode resultar em pena de morte).

 

OBS.: poema ganhador do 3º lugar na categoria Poesia de um Concurso Literário realizado em 2012 (publicado sob o pseudônimo Weizerbüken).

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~ por Klaus die Weizerbüken em 23/10/2013.

4 Respostas to “Cansamento”

  1. Fenomenal! Interessantes as analogias

    • Muito agradecido, caro Julius. Continuemos firmes com uma caneta na mão e uma idéia na cabeça !

  2. Mein freund, belo poema. Infelizmente ele retrata uma triste realidade. Sorte que o que Deus une, o homem não separa. hahahaha

    Deixo o meu para analisar (:

    “Por sorte, estou aqui
    Por revez, amanha não estarei
    Tive sorte até aqui
    Logo escrevei”

    • Freund von mir, cuidado com a palavra “deus” ! Ela só pode ser utilizada neste blogue da seguinte forma: “d***”. Brincadeira (piadinha de ateu).

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