Eles Virão.

Eles virão.
Os Outros virão também.
Não sei o que eles querem.
Só sei que a mim não convém.

Quando o raiar do sol,
Quando o anuviar…
Sei que Eles estarão lá.
Sempre a me observar.

Já os Outros foram longe
E me esperam desde cedo.
Ao menor sinal do tempo,
Hão de em mim postar o medo.

Não sei se vou, se fico
Se já é tarde a partida…
O Tempo já passou
E me esperam na saída.

Vez em quando ainda é tempo
De pensar no que já fiz.
Enquanto espero sem revolta,
Aspirante a aprendiz.

E se fico de bobeira
Remoendo velha história
Sou pego de surpresa
E Eles ficam com a glória

Vou então pensar de novo
E renovar meus ideais;
Outra idéia na cabeça,
Outra vida uma vez mais.

A dizer já nada tenho.
Temo agora pela vida.
Eles estão na porta
E os Outros na corrida.

Vou-me agora para sempre.
Não me espere pro jantar.
Vou sair do mar escuro
E pela vida navegar…

 

© 2 de Abril de 2010 por Klaus die Weizerbüken (a cópia não-autorizada deste poema pode resultar em pena de morte).

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~ por Klaus die Weizerbüken em 25/04/2010.

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