Tu !

Não me jogue tuas intrujices ! Há tempos que tu me logras, agindo com escárnio para com aquele que, um dia, te amou ! Como consegues ? Conjecturo que tuas condutas condizem com teus meneios, teu modo de agir, de vislumbrar, de ludibriar. Falsária embaidora ! Enoja-me saber que partilhei de teus ideais, supondo que fossem compatíveis com os meus ! Enoja-me saber que abri ambas a mente e o coração para ti, expondo-me aos perigos deste mundo ! Enoja-me saber que minha cútis resvalou na tua, buscando um afeto tantas vezes antes negado !

E nem sequer tente redargüir, ó lázara ! Tuas palavras não mais iludem as cabeças e corações daqueles que tu ludibriaste um dia. Agora somos outros, novos. Mas tu… tu continuas a mesma. E assevero que assim permanecerás. Tua vida há de ser mísera em realizações. Quis-te ajudar, mas tu recusaste ajuda. Fá-lo-ia de bom grado. Mas tu recusaste. Sempre com teu soturno sorriso, tuas falácias hipócritas e teu pensar aproveitador. Mero desdém com palavras alheias. Isto tudo só maculou tua imagem e integridade. Não és mais a pessoa idônea que todos pensavam ser.

Nada há de mitigar os danos que tu causaste e as conseqüências que provocaste. É perene. Está, já há muitas luas, incrustado em minh’alma. Tuas mentiras penetraram suavemente em meus ouvidos. Teu jogo de sedução oscular tocou sutilmente minha boca. Teu olhar místico e intrigante cativou silenciosamente meus olhos. Estou certo de que estas são provas mais que concretas de tuas enganações furtivas, e não creio estar sendo leviano. Tenho embasamento no que afirmo. Todavia, não seria necessário gastar minhas palavras falando-te tudo isto. Quem mais esperta que tu ? Resume-se em: Não há mais volta, agora.

Em teu dia lúgubre talvez me chamem para levar-te para o sepulcro. Fá-lo-ei com deleite. Não pelo gozo de ver-te em estado tétrico, mas sim por fruir de uma sensação de desforra intensa. A desforra em cima de ti. Aquela que joga mentiras e colhe sofrimento, aquela que pronuncia palavras efêmeras, mas, no final, causa danos eternos. Aquela. TU.

© 20-29 de Agosto de 2009, por Klaus die Weizerbüken (a cópia não-autorizada deste texto pode resultar em pena de morte)

Anúncios

~ por Klaus die Weizerbüken em 29/08/2009.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: