Este Poema

•05/07/2018 • Deixe um Comentário

Este poema
Não está aqui para agradar.
Não está aqui para angariar votos.
Não está aqui pra ser modesto,
tampouco pra se exibir.

Ele não está aqui sozinho.
Ele não entende o que contém.
Ele não é uma negação, mas
em seus tantos nãos, aprendeu
que sua essência é um senão.

Este poema…
Não tem muitas ambições.
Não tem qualquer intenção.
Não quer compaixão.
Não espera nada.

Este poema…
Talvez viva sozinho;
Talvez morra sozinho;
Talvez não viva nem morra,
Só… seja.

Este poema… é você.

 
© 12/30 de Junho de 2012, com uma minúscula alteração em 19 de Julho, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

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Deus

•17/06/2018 • Deixe um Comentário

Deus seja logrado.
Deus seja levado.
Deus seja lavado.
Deus seja lacrado.
Deus seja lesado.
Deus seja tapado.
Deus seja privado.
Deus seja comprado.
Deus seja vaiado.

Deus veja o passado.
Deus venda fiado.
Deus tenha pecado.
Deus traia casado.
Deus fique bolado.
Deus mate soldado.
Deus curta veado.
Deus vire tarado.
Deus nasça pelado.
Deus peça agrado.
Deus queira melado.

Deus, sempre atrasado.
Deus, grande safado.
Deus, pobre coitado:
um mimado complexado,
depravado tresloucado,
folgado superestimado.
Eternamente alienado.

 
© 17 de Novembro de 2015, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

“dentro de alguns instantes…”

•18/05/2018 • Deixe um Comentário

dentro de alguns instantes,

meu agora será passado

e nada será como antes.

 

© 10 de Julho de 2013/1 de Outubro de 2015, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

Death

•08/03/2018 • Deixe um Comentário

Isn’t death a funny thing ?
It strikes with equal force
the poor,
the rich
and the king
 
© 2/3 de Agosto de 2014, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

Antes, Agora, Depois

•06/03/2018 • Deixe um Comentário

Antes,
se bem te lembras,
o cantar era mais suave,
o andar era mais simples,
o vento passava tenro
pelo rosto que agora chora.
Chora por coisas passadas,
que antes reluziam,
coisas que sentido não fazem agora.

Agora,
tudo parece escuro,
tudo é trevas,
tudo é fim, tudo é mar,
mar de sonhos
que não te esquecem,
pensam agora no depois.
Preocupa-te demais
em saber das outras cousas;
devias aproveitar
enquanto ainda não vives vida a dois.

Depois,
ao sempre ser que te sabes,
vais amolecer feito pedra,
que de tanto batida pela água mole,
molifica,
a fim de pôr fim em tua triste solidão,
mantendo energia posta para o seguinte dia,
que ainda há de vir,
posto que uma vez vindo,
Virá de novo…
e de novo…
SEMPRE…

© Dezembro 2007 (provavelmente)/17 de Junho de 2009, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

Alguns

•15/02/2018 • 1 Comentário

Alguns passam
Alguns ficam
Outros preferem não sair

Alguns vão
Alguns voltam
Outros preferem não partir

Alguns nascem
Alguns morrem
Outros preferem não existir

 
© Setembro de 2008, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

A Vida Vai…

•13/02/2018 • Deixe um Comentário

E a vida vai para o pedreiro…
Quantos paredes você já ergueu, Zé ?

E a vida vai para o filósofo…
Quantas horas de reflexão hoje, James Peirce ?

E a vida vai para o João-de-barro na árvore de frente de casa…
Como conseguiu construir sua casa tão rápido ?

E a vida vai praquele antigo amigo que não vemos mais…
Ei amigo, o que anda fazendo ?

E a vida vai praquela menina dos velhos tempos…
E aí broto, vamos pegar uma tela ?

E a vida vai para mim…
Quantos versos você já escreveu nesse poema, Klaus ?

 
© 5 de Abril de 2009, por Klaus die Weizerbüken. Cópia proibida.

 
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